domingo, 7 de dezembro de 2008

LEVAR UM CHUTO NO CU

Há coisas em que nós, homens, somos lixados... e lixados para nós.
Não há nada que nos deixe mais presos, mais pelo beicinho, mais apaixonados, que um bom chuto no cú.
Se a tipa é das porreiras e até se mostra disponível, achamos que é uma maluca, uma chata, porque se mostra presente, em nossa opinião, demasiado presente. Se vem uma outra, que a páginas tantas, nos começa a dar chutos no traseiro, seja pelo que for, é ver-nos, de coração em punho, ostentando uma bandeira de amor, excepto a do amor próprio.

Ora, isto a mim parece-me que não é uma boa receita para a felicidade. Quando é que nos tornámos estes homens pequeninas?
E não me digam que não, mas todos nós já passámos por isto, uma vez que seja.
O que será que nos leva a não reagir perante uma biqueirada larga à velocidade da luz em direcção ao nosso traseiro?
E depois disso, ficamos lá porquê?
Porque é que insistimos quando o sinal de «proibido circular» nos é mostrado do outro lado?

Nunca vou entender esta particularidade que é, sobretudo, masculina. Nós, os homens mais ou menos modernos, mais ou menos vividos, gostamos de um bom pontapé no cú e ficamos lá até o nosso amor se confundir com as pedras da calçada.
E pior que isso: na loucura, a pontapeadora ainda nos serve de barómetro de um amor falhado que não teve continuação... Ou seja, quando revolvermos na memória a capacidade de sermos amados, vamos sempre lembrar-nos de ter virado o cú e pedir bis…
Há alguma coisa mais irritantemente estúpida do que isto? Há. Permanecer no erro…

Lembram-se do anúncio do leite?
Não?
Eu relembro-vos: “Se ele (o leite) não gostar de mim, quem gostará?”
E a resposta é, e deverá ser sempre: “ui, tanta gente...”

Mas esta situação também se passa com as meninas e olhem que não são assim tão poucas as que deixam levar um pontapé no cuzinho… (ou umas palmadinhas… desculpem meninas, saiu-me esta sem querer)

Um abraço

Dj Nelo

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