Há uns tempos atrás, estava eu a conversar com uma amiga sobre fidelidade e diz-me ela que tinha algumas dificuldades em lidar com o conceito “fidelidade”. Dizia ela que é uma coisa assim um bocado canina!!!
Ela disse-me que gostava muito de cães, mas que nunca teve aquele grau canino de fidelidade cega e sem limites!!!
Eu ali fiquei, com cara de parvo a ouvir o que ela dizia… ela dizia que não era de fiar, e pronto! Mas tinha uma coisa com ela, avisava os rapazinhos que não era de confiança, depois ficava ao critério deles, sabendo de antemão o que os esperava.
E ela lá continuou dizendo que sempre teve alguma dificuldade em ser fiel às relações amorosas e que talvez só tivesse conseguido isso com o seu primeiríssimo namorado, daqueles de mão dada quando tinha 12 anos, e diz ela que depois dessa altura foi o descalabro…
(Eu continuava parvo a ouvi-la…)
Até que ela me coloca uma questão (a qual, também a coloco a vocês):
- A fidelidade é mesmo uma seca ou sou só eu que penso assim?... (atenção, palavras dela)
Bem, e talvez com alguma razão, disse-me:
- “Para sermos infiéis, basta o palhaço do tipo que está connosco, falhar naquelas pequenas coisas que consideramos essenciais. Começamos logo a vê-lo doutra forma e aos outros também... E à medida que ele fica mais enjoativo, os outros vão ficando mais apetecíveis…”
E ela continuou:
- “ Isto é como os doces... come-se tantas vezes chocolate que até enjoa... vocês, os homens, falham a torto e a direito e isso provoca logo uma imensa vontade nas mulheres de assaltarem a despensa e procurar por chocolate amargo para uma sobremesa diferente...”
Bem, não disse nada a ela, mas bem que me apeteceu dizer, mas ela podia não gostar e ficar chateada… na minha opinião, ela talvez não tenha tido grande sorte com os namorados, talvez eles a tenham comido até se fartarem e depois deram-lhe uns “patins em linha”…
Um abraço
Dj Nelo
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
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