Vamos supor a seguinte situação, que por acaso (e só por acaso) não é verdadeira: imaginemos que eu fui traído, terminei a relação, mas agora e dado o arrependimento sincero da minha companheira, decidi voltar.
Faço as malas, visto a roupa mais sexy que encontrar, e lá vou eu.
Chego, dou uns “amassos” na moçoila, vivo uma segunda lua de mel, até que estou assim sem nada para fazer e me ponho a pensar: Ora bem, agora que estou de novo nesta relação, com a mesma tipa que não pensou duas vezes antes me trair, como vai ser?
Conseguirei realmente confiar nela?
Se a palerma me traiu uma vez, não será porque ela acha que essa é uma alternativa possível?
Não estará na base dos seus princípios morais?
Será que, da próxima vez que ela estiver a apanhar seca e com crises emocionais, não achará normal encontrar uma alternativa divertida?
Outra questão: será que poderei respeitá-la para todo o sempre?
É que não abona nada a favor dela, ter traído uma pessoa como eu!
Depois, já me estou a imaginar num momento difícil, a dizer coisas como:
"Ai não queres que eu vá jantar com a minha amiga?
E então porquê?
Achas que sou da tua laia e que te vou trair só porque sim?" ou... "Oh minha menina! É melhor eu ser viciado em futebol do que andar por aí, a trair a confiança de quem gosta de mim".
Coisas desagradáveis, com certeza, mas que nos saem nos momentos de maior irritação.
Por isso, a minha questão é: será possível construir uma relação saudável, com respeito e igualdade, depois do perdão?
Parece-me difícil.
Porque perdoar não é esquecer.
É por estas e por outras, que a maior parte das pessoas opta por mentir. Negar tudo até ao fim. E, sinceramente, não me parece nada má escolha.
Verdade ou mentira?
Um abraço
Dj Nelo
sábado, 15 de novembro de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário